terça-feira, 19 de junho de 2012
Acabou a Festa ?
Rio de Janeiro, 01/06/2012, Coletiva de
Impressa, FlamengoDuarte Torres é o escolhido para fazer uma pergunta à um
jogador do Flamengo, que se chama João
- Duarte Torres: hoje mesmo foi divulgada uma
nota do diretor esportivo do Flamengo que, entre outras coisas, dizia que
depois da saída de Ronaldinho Gaucho a festa iria acabar na Gávia. O que tens a
falar sobre o assunto?
- João: Acredito que ele esteja totalmente
enganado, essa foi uma colocação que não reflete em nada o que ocorreu, ocorre
ou ocorrerá nesta equipe.
- Duarte Torres: e qual seria o motivo da sua
discordância com a afirmação do diretor?
- João: Muito simples, não há lógica em dizer
que a festa irá acabar aqui. Digo isto, pois quando pensamos em festa, pensamos
em coisas boas, pensamos em uma comemoração de algo, uma reunião de pessoas que
são próximas entre si. Aceitando isso, por qual motivo teríamos de cercear o
direito de ter uma festa, se ela é tão benéfica a todos?
- Duarte Torres: Mas a festa também não
significa uma falta de seriedade, concentração, comprometimento entre os
atletas?
- João: Não vejo que tais significados estejam
impregnando o termo a tal forma de se auto-transformarem em sinônimos. Veja
bem, não existe pessoas que vão à festa com os mais diversos objetivos, as mais
diversas intenções ou pretensões?
- Duarte Torres: obviamente
- João: então, não existem aquelas que estão
incumbidas de organizar o evento, sendo imprescindível que as suas funções
sejam planejadas e efetivamente cumpridas?
- Duarte Torres: sim.
- João: sendo assim, como achar que a festa só
tem o significado de não concentração, não seriedade, se há pessoas que
trabalham para a alegria de outras. E mesmo trabalhando efetivamente num
ambiente festivo, não deixam de ter total seriedade no seu labor, mas também
são contaminadas por esse mesmo ambiente, causando não uma distração, mas sim
uma motivação a mais para trabalhar, pois se divertem enquanto desempenham sua
função. Sendo um dos efeitos desta exposição, uma motivação extra, onde se
alicerça a não permissão de um ambiente festivo nesta equipe?
- Duarte Torres: (se silencia)
- João: e se é tão comum fazer analogias neste
país, não seria ignorância alguma comparar os jogadores como parte integrante
dessa equipe que trabalha na festa, que pode ser considerada a partida em si. E
os que vão para se alegrarem podem ser identificados como os torcedores, que
comumente encontram seus companheiros de torcida. Então, considerando que o
panorama que nos encontramos em hipótese alguma pode ser considerado uma festa,
pois não contem nenhum dos atributos atrelados a esta, ao invés de dizer que a
festa irá acabar, podemos dizer que é necessário que ela comece o quanto antes.
- Duarte Torres: e por que afirma isto?
- João: Já disse anteriormente, para que a
festa se concretize precisamos de pessoas que tenham suas funções
pré-determinadas e que sejam competentes ao desempenhá-las, e necessitamos
disso quando estamos dentro de campo. Além disso, se a festa tem como fim a
promoção de uma reunião alegre de pessoas, qual seria a forma mais atraente de
agradar os torcedores do Flamengo?
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