Pages

terça-feira, 3 de julho de 2012

E O BALLON D'OR


É como eu sempre digo: é tão difícil mensurar que a tentativa de mensurar a dificuldade de mensurar alguma coisa é uma das tarefas mais trabalhosas que existe. Por essa razão já me recuso (por enquanto) entrar nesta discussão de quem foi o melhor do ano, até por que ele ainda nem está perto do fim (e muita gente esquece-se disso). Quando se quer atribuir vantagem a um ou outro devemos considerar as mais diversas variáveis, que logicamente são diferentes entre as opiniões das pessoas juntamente com o modo de aferir-las.
Mas ok, se você não considera relevante um jogador fazer 82 gols em 69 jogos de altíssimo nível, sendo que 50 foram marcados no Campeonato Espanhol, 14 na liga dos campeões (consagrando-se pela 4ª vez consecutiva o goleador máximo do torneio), tendo uma média de gols de 1,22 por partida, dando 16 assistências, assinalando 2 “pokers” (4 gols em um jogo), 9 “hat-tricks”, e ganhando a Supercopa Espanhola, Supercopa Européia, Mundial de Clubes, e Copa do Rei da Espanha, excelente, você deve ter outras variáveis a considerar.
Tá bom, esses números acima representam a temporada 2011/12 inteira, e Messi já pode ter sido considerado o melhor do mundo ano passado “utilizando partes deles”. Entretanto sabemos que a FIFA entende de forma diferente o conceito de ANO, e não podemos esquecer que vários jogadores foram os melhores numa TEMPORADA, e que esse prestígio foi carregado e esticado até o final do ano, mesmo que os campeões não mantiveram o nível apresentado até Dezembro, VIDE KÁKÁ E CR7, em 2007, 2008 respectivamente. Portanto alguns números da temporada passada são relevantes sim, mesmo que o jogador possivelmente, e não certamente, ganhou o prêmio utilizando os números anteriores. Essa situação quase não foi lembrada nos casos de KAKÁ E CR7, pois eles não se consagraram bi-campeões. Então, na cabeça de alguns, eles poderiam usar os méritos passados, terem alguns meses a mais na contagem AH, VÁ!
E por ultimo e não menos importante. Quando for querer discutir quem realmente foi o melhor, aproveite os argumentos que não extrapolem o âmbito do futebol, tente fazer com que os conceitos que você considere como beleza e que identifique em um ou outro não impregne o teu veredicto, evitando o fato de que eles sejam acrescentados à tua opinião sobre a superioridade no ano, e não estou dizendo isso só para as mulheres.

0 comentários:

Postar um comentário