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sexta-feira, 6 de julho de 2012

ATÉ QUE ENFIM !

ATÉ QUE ENFIM O CHIP NA BOLA!


E finalmente os “órgãos competentes” do futebol foram razoáveis ao aceitar a utilização da “tecnologia” nas partidas, com a inclusão do olho de falcão que promete resolver a duvida mais cruel que consagra os que não mereceram e aniquila com o sucesso dos merecedores.
Já passava da hora dessa decisão ser tomada. Os casos mais absurdos volta e meia, rondavam os mata-matas da vida pelas competições mundo afora, e como o assunto era tão somente o ápice do esporte em questão, O GOL, certamente os resultados eram afetados de maneira considerável, mesmo que um lance não possa servir de pretexto para disfarçar a incompetência do time derrotado.
Digo isso, pois acredito (fielmente) que o verdadeiro vencedor do jogo é aquele que consegue esgotar todas as possibilidades que a outra equipe tem de vencer; é a equipe que consegue dominar o adversário de maneira que ele não consiga apresentar nem o mais insignificante suspiro de esperança, e com isso, um lance a mais ou menos na conta da equipe dominadora não irá afetar em grande escala o resultado final.
Entretanto devemos considerar que no futebol atual, onde as equipes são niveladas por baixo, que o discursos dos envolvidos na partida é sempre “errar menos”, um gol anulado ou validado erradamente pode ser o fiel da balança para uma partida em si, e nos mais acirrados campeonatos, o diferencial no resultado final, o campeão.
Apesar disso tudo, há sempre aqueles que insistem em lembrar de um argumento passado, esgotado e sem contexto que se refere à justiça para todos, a igualdade. Eles sempre alegam que não é justo que um MERO jogo da copa do mundo tenha instrumentos sofisticados que auxiliam nas marcações dos árbitros, e que um clássico da segunda divisão estadual não possa ter. Ah vá!
Devemos ter consciência das mais diferentes situações, oras! Se não dá para mensurar a distancia e importância que os dois exemplos citados têm entre si, podemos ao menos especular, imaginar, deduzir. Os investimentos que são aplicados nos mais importantes campeonatos do planeta ficam em xeque, pois não há a garantia (nem ao menos a confiança) de que o ponto máximo da partida irá ocorrer com justiça, O GOL! Planejamentos gigantescos e que engendram os mais competentes profissionais são traídos por algo tão simples, uma marcação que no momento não pode ser identificada pelo arbitro, mas que o planeta inteiro enxergou. É claro que os jogos regionais têm sua importância no seu devido contexto, mas o que está em jogo é muito pequeno diante da grandeza das grandes competições que por essas e outras, têm fundos, DINHEIRO para investir nas adequações necessárias que no final serão recompensadas se não com um jogo com justiça plena, ao menos placares com gols JUSTOS.
Dinheiro. Algo que é negligenciado no que diz respeito a resultados no futebol, e não são poucos que fazem qualquer leitura de situações sem essas lentes de aumento. Pois bem, aí vai mais uma tentativa de elucidar a importância dos novos instrumentos para o futebol.
Existe um quadro de árbitros na FIFA, CBF, e outras confederações espalhadas pelo globo. E há uma escalação nos jogos, onde o critério de escala dos árbitros (ou trio) é relativamente proporcional a importância do campeonato com o prestigio, moral, competência que os árbitros indicados possuem. Portanto, os melhores árbitros irão apitar as mais relevantes partidas com os mais relevantes participantes e o inverso também acontece. Tendo em vista isso, usando o argumento de IGUALDADE de uns e outros, não há justiça na própria situação vigente, pois por que o jogo da segunda divisão do regional não tem os mesmos árbitros (ou a mesma qualidade) dos jogos da ultima partida do campeonato brasileiro que terá o virtual campeão em campo? Oras isso não é justo! Não é porque os jogadores dos times regionais não têm a mesma qualidade daqueles que jogam no campeão brasileiro, que o arbitro, a figura que irá conduzir a partida em função da ordem e da justiça, seja de qualidade inferior, não devemos fazer esse tipo de proporcionalidade nas escolhas, O ESPORTE É O MESMO AQUI E LÁ!!!!
Pois bem, é isso que ocorre sim. E ninguém abre a boca para reclamar. Tendo em vista que a as questões da arbitragem não podem ser tratadas com TOTAL IGUALDADE, mas sim com equidade, devem ser utilizadas as tecnologias necessárias para sanar essa lacuna que insiste em sobreviver no futebol, a duvida se a bola entrou ou não. Tal atitude traria um bem imenso para todos, amenizando ao menos as injustiças nada agradáveis que já cansaram de acontecer neste tão apaixonante esporte.
Mais aí fica a duvida, depois de tudo isso por que será que tantos são contra a tecnologia no futebol? E por que eles usam esse conceito de IGUALDADE se no esporte isso não acontece em esfera alguma? O gosto do futebol está nas discussões de boteco que reúne pessoas para falar daquele lance cretino que tirou a vitoria do time A, diriam alguns. Eu respondo: Isso porque não é o seu dinheiro que está sendo investido lá, isso porque não foi você que trabalhou num projeto com competência e seriedade e no momento imediatamente anterior ao reconhecimento, vê o seu esforço indo pro brejo e a frustração te engolir por completo. 

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