ATÉ QUE ENFIM O CHIP NA BOLA!
E
finalmente os “órgãos competentes” do futebol foram razoáveis ao aceitar a
utilização da “tecnologia” nas partidas, com a inclusão do olho de falcão que
promete resolver a duvida mais cruel que consagra os que não mereceram e
aniquila com o sucesso dos merecedores.
Já
passava da hora dessa decisão ser tomada. Os casos mais absurdos volta e meia,
rondavam os mata-matas da vida pelas competições mundo afora, e como o assunto
era tão somente o ápice do esporte em questão, O GOL, certamente os resultados
eram afetados de maneira considerável, mesmo que um lance não possa servir de
pretexto para disfarçar a incompetência do time derrotado.
Digo
isso, pois acredito (fielmente) que o verdadeiro vencedor do jogo é aquele que
consegue esgotar todas as possibilidades que a outra equipe tem de vencer; é a
equipe que consegue dominar o adversário de maneira que ele não consiga
apresentar nem o mais insignificante suspiro de esperança, e com isso, um lance
a mais ou menos na conta da equipe dominadora não irá afetar em grande escala o
resultado final.
Entretanto
devemos considerar que no futebol atual, onde as equipes são niveladas por
baixo, que o discursos dos envolvidos na partida é sempre “errar menos”, um gol
anulado ou validado erradamente pode ser o fiel da balança para uma partida em
si, e nos mais acirrados campeonatos, o diferencial no resultado final, o
campeão.
Apesar
disso tudo, há sempre aqueles que insistem em lembrar de um argumento passado,
esgotado e sem contexto que se refere à justiça para todos, a igualdade. Eles
sempre alegam que não é justo que um MERO jogo da copa do mundo tenha
instrumentos sofisticados que auxiliam nas marcações dos árbitros, e que um
clássico da segunda divisão estadual não possa ter. Ah vá!
Devemos
ter consciência das mais diferentes situações, oras! Se não dá para mensurar a
distancia e importância que os dois exemplos citados têm entre si, podemos ao
menos especular, imaginar, deduzir. Os investimentos que são aplicados nos mais
importantes campeonatos do planeta ficam em xeque, pois não há a garantia (nem
ao menos a confiança) de que o ponto máximo da partida irá ocorrer com justiça,
O GOL! Planejamentos gigantescos e que engendram os mais competentes
profissionais são traídos por algo tão simples, uma marcação que no momento não
pode ser identificada pelo arbitro, mas que o planeta inteiro enxergou. É claro
que os jogos regionais têm sua importância no seu devido contexto, mas o que
está em jogo é muito pequeno diante da grandeza das grandes competições que por
essas e outras, têm fundos, DINHEIRO para investir nas adequações necessárias
que no final serão recompensadas se não com um jogo com justiça plena, ao menos
placares com gols JUSTOS.
Dinheiro.
Algo que é negligenciado no que diz respeito a resultados no futebol, e não são
poucos que fazem qualquer leitura de situações sem essas lentes de aumento.
Pois bem, aí vai mais uma tentativa de elucidar a importância dos novos
instrumentos para o futebol.
Existe
um quadro de árbitros na FIFA, CBF, e outras confederações espalhadas pelo
globo. E há uma escalação nos jogos, onde o critério de escala dos árbitros (ou
trio) é relativamente proporcional a importância do campeonato com o prestigio,
moral, competência que os árbitros indicados possuem. Portanto, os melhores
árbitros irão apitar as mais relevantes partidas com os mais relevantes
participantes e o inverso também acontece. Tendo em vista isso, usando o
argumento de IGUALDADE de uns e outros, não há justiça na própria situação
vigente, pois por que o jogo da segunda divisão do regional não tem os mesmos
árbitros (ou a mesma qualidade) dos jogos da ultima partida do campeonato
brasileiro que terá o virtual campeão em campo? Oras isso não é justo! Não é
porque os jogadores dos times regionais não têm a mesma qualidade daqueles que
jogam no campeão brasileiro, que o arbitro, a figura que irá conduzir a partida
em função da ordem e da justiça, seja de qualidade inferior, não devemos fazer
esse tipo de proporcionalidade nas escolhas, O ESPORTE É O MESMO AQUI E LÁ!!!!
Pois
bem, é isso que ocorre sim. E ninguém abre a boca para reclamar. Tendo em vista
que a as questões da arbitragem não podem ser tratadas com TOTAL IGUALDADE, mas
sim com equidade, devem ser utilizadas as tecnologias necessárias para sanar
essa lacuna que insiste em sobreviver no futebol, a duvida se a bola entrou ou
não. Tal atitude traria um bem imenso para todos, amenizando ao menos as
injustiças nada agradáveis que já cansaram de acontecer neste tão apaixonante
esporte.
Mais
aí fica a duvida, depois de tudo isso por que será que tantos são contra a tecnologia
no futebol? E por que eles usam esse conceito de IGUALDADE se no esporte isso
não acontece em esfera alguma? O gosto do futebol está nas discussões de boteco
que reúne pessoas para falar daquele lance cretino que tirou a vitoria do time
A, diriam alguns. Eu respondo: Isso porque não é o seu dinheiro que está sendo
investido lá, isso porque não foi você que trabalhou num projeto com
competência e seriedade e no momento imediatamente anterior ao reconhecimento,
vê o seu esforço indo pro brejo e a frustração te engolir por completo.







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