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domingo, 19 de agosto de 2012

E que comecem os Jogos... europeus



É muito bom ver que as atividades já foram retomadas no futebol europeu. A lacuna também conhecida com Férias de Verão acabou e poderemos enfim voltar a acompanhar jogos de altíssimo nível com os melhores profissionais desempenhando seu papel dentro e fora das quatro linhas.

Naturalmente, a nossa tão frágil memória ainda não esqueceu que essa lacuna poderia ter sido ainda pior se não fosse os tão aguardados eventos esportivos que ocorrem de 4 em 4 anos. A Eurocopa e as Olimpíadas fizeram o verão (no nosso caso inverno, que também é verão dependendo da região brasileira) do futebol mais atrativo e menos monótono, com as grandes apresentações das seleções nacionais européias e das grandes estrelas olímpicas, com destaque para os esportes coletivos como o vôlei, futebol (feminino), basquete, e por aí vai.

Pra começar, vimos à estréia um tanto chata do atual campeão europeu. Comprometido com o discurso do treinador Di Matteo, a equipe londrina venceu fora de casa o Wigan Athetic. Infelizmente o jogo foi estragado pelos dois gols relâmpagos do Chelsea, primeiramente com Ivanovic, que demonstra cada vez mais que pode atuar como um Lateral de competência respeitável no apoio do ataque, e Lampard cobrando pênalti. Tudo isso em 6 breves minutos de blitz azul, tendo o recém-contratado Hazard atuando com personalidade, buscando o jogo com suas arrancadas e dribles ( originando o pênalti convertido por Lampard) que até então cansava de fazer na França onde atuava pelo Lille. No mais, houve a já conhecida e exacerbadamente premiada “maneira defensiva” de jogar do Chelsea, deixando a equipe da casa com a posse de bola, porém sempre fechando os espaços e aproximando as duas linhas de marcação, colocando Torres isolado e inoperante como sempre.

Devemos admitir que tal postura também foi causada pelo placar muito favorável conseguido logo no início da partida (por isso mesmo que disse que o jogo foi estragado), mas seria interessante ver esse renovado time do Chelsea estrear logo num jogo fora de casa buscando o a vitoria durante todo o decorrer da partida.

Menção honrosa fica para a atuação debutante de Oscar. Após boa participação com a camisa canarinho pela seleção nas Olimpíadas, o brasileiro entrou no segundo tempo e teve mais ou menos 25 minutos para tentar agradar o técnico Di Matteo. E o objetivo deve ter sido alcançado. Logo de cara, boa jogada pelo lado direito, arrancando com a bola, e com um auto-passe ganhou do zagueiro, chutando rasteiro cruzado, que levou perigo para o goleiro do Wigan. Além disso, novamente pelo lado direito, participou de uma triangulação com o lateral Ivanovic, que só não terminou em gol por causa da “distração” de Torres, não aproveitando a sobra na pequena área. Dois lance que resumem a boa atuação, sempre cri-ativa, no sentido de estar sempre ativo, atento em qualquer jogada, para ir de encontro ao principal objetivo, o gol. Como? Criando oras! E isso ele sabe fazer e tem potencia para aprimorar.

No mercado da bola, o que mais chamou atenção foi a contratação de Van Persie por parte dos Diabos Vermelhos. O holandês nunca escondeu a sua insatisfação por não ter a companhia de outros grandes jogadores e com isso, não conseguir títulos na sua excelente passagem pela equipe londrina. Faltando um ano para o encerramento do vinculo, o Arsenal foi forçado a vendê-lo ao Manchester UTD, em troca de alguns milhões de Libras, que certamente não irão substituir a altura o atacante.

Assim, não foram poucos os torcedores que já amaldiçoaram ate a sétima geração de Van Persie. Até aí, dentro da normalidade. O que acredito ser no mínino ingenuidade está no fato de alguns jornalistas e comentaristas tratar o caso como um crime por parte de Van Persie. Cabe o jogador analisar e escolher o que mais vale em sua opinião, ser um eterno ídolo de um grande clube e provavelmente não ganhar nenhum título expressivo, ou sair para um dos maiores rivais, perdendo a sua confortável estabilidade, mas com as probabilidades de ser campeão aumentadas significativamente. Ídolos eternos são exceções, fogem totalmente a regra. E construir uma carreira assim necessita de muitas abdicações e sacrifícios que nem sempre são recompensadas das mais variadas e merecidas maneiras. Então, um jogador, que não é nenhum jovenzinho, tem o direito de não escolher tal caminho, e não deve ser taxado de forma pejorativa com alguns fizeram. Certo é ele, e deve ser respeitado.

Ele não é besta pra bancar onde de herói. Entrar para historia com ídolo supremo sem nenhum título, e com outros, não com Van Persie.

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