Nada
melhor do que uma final para demonstrar a total fragilidade da equipe olímpica
brasileira de futebol masculino. Neste sábado finalmente podemos presenciar
algo que foi muito bem maquiado durante toda a competição.
Podemos
enxergar a insistência cega nas conduções de bola desnecessárias, que se
repetiam e colocavam o ataque brasileiro sempre em inferioridade “presencial”,
e não digo somente no aspecto numérico, mas também no aspecto qualitativo, da
quantidade de jogadores que realmente podiam ajudar ofensivamente o time
brasileiro. Levando um gol logo no começo, era natural que a equipe mexicana se
defendesse, utilizando a ocupação de espaços e compactação de linhas. Cabia por
parte da seleção brasileira uma retomada da bola em zonas de perigo mexicanas e
acima de tudo, velocidade nos passes, sempre objetivando o gol. Não foi isso
que aconteceu.
Creio
que fatores culturais influenciem positivamente no nosso estilo de jogo,
entretanto, é algo irritante um jogador percorrer um espaço desnecessário,
prender a bola por muito tempo, sem fazê-la circular pela maioria das dimensões
do campo, dando a oportunidade para o adversário conseguir chegar para a
marcação do portador da bola, como também nos que se disponibilizaram para
receber o passe. Isso já é de praxe para o futebol canarinho, queiram enxergar e
aceitar a inutilidade desse tipo de jogada ou não.
Nada
melhor do que um revés como esse para descortinar a verdadeira faceta dos
grupos de jogadores brasileiros, que se dizem fechados e unidos por um objetivo
maior, o coletivo. Mas que em momentos aonde a necessidade de união e
compreensão entre si aparece de forma mais latente, é que os brasileiros se
mostram individualistas, egoístas e egocêntricos. Ao menor sinal de
adversidade, começam a acusar e apontar os erros individuais (que naturalmente
ocorrem durante a partida) do companheiro para se defender de outra acusação
que anteriormente também foi alvo.
Nada
melhor do que um vexame nos jogos olímpicos como o que aconteceu em Londres
para desmascarar a faceta “franciscana” de alguns em relação ao verdadeiro
compromisso e respeito aos Jogos Olímpicos. Tivemos a oportunidade de ver o
total descaso de alguns em receber a medalha olímpica, a falta de respeito foi
tão grande, que no momento da entrega, umas “estrelas” estavam de braços
cruzados, como se aquele metal de prata não valesse absolutamente nada em
comparação ao glamour da liga dos campeões, campeonatos nacionais europeus que
esses atletas costumam atuar.
Existe
sim uma grande diferença entre esses campeonatos e as olimpíadas e ela não foi
respeitada por ninguém. A premiação. Nesses campeonatos, não há valor algum
para os que não conseguem chegar ao lugar máximo, apenas desprezo e lembrança
de insucesso para com os que tentaram o objetivo. Em contrapartida, nas
olimpíadas há a premiação para os três primeiros, e essa premiação não é nenhum
troféu estupendo, é apenas um metal em forma circular pendurado em uma fita.
Podemos observar o caracter valorizador das olimpíadas em relação aos
competidores, premiando igualmente os três primeiros. Naturalmente o valor
desse metal varia para cada colocado, mas a essência é a mesma, pois cada um
fez o seu melhor e valorizou a conquista, por mais que no final o resultado foi
uma derrota. Assim, a medalha de prata não deve ser objeto de desprezo nem
desleixo por ninguém, até mesmo por aqueles que nós deveríamos ter desprezo e
desleixo.






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