Menos de 2 meses após o ultimo confronto, Barça e Madrid se
enfrentarão neste domingo no Camp Nou. Por ocorrer tão brevemente em relação ao
jogo anterior, não imagino um panorama muito diferente do que tivemos na Super
Copa da Espanha.
Apesar de oito pontos de diferença, Madrid têm importantes
motivos para acreditar em mais um triunfo em solo catalão. Muitos deles talvez
só emergiram como coringas animadores após a “crise” que se passou nas
primeiras semanas da temporada. Aparentemente, Mourinho conseguiu aproveitar
bem a situação de desequilíbrio para identificar as fraquezas madridista que
poderiam passar despercebidas após o titulo da liga passada. A relação com
Sergio Ramos, o afastamento de KAKA das partidas importantes e as constantes
trocas de formação, trouxeram uma melhoria na forma de jogar do Madrid, que nas
ultimas 4 partidas se mostrou muito eficiente e eficaz, dando confiança aos
jogadores, até mesmo àqueles que andam meio sumidos como Kaká.
Do lado Culé, o aproveitamento fantástico de 100% nas
primeiras 6 partidas da liga espanhola deram além de algumas marcas históricas,
uma confiança e crédito que se mostraram fundamentais neste período de
transição. O bom começo de campeonato amenizou a derrota da Super Copa, como
também a desconfiança o novo técnico Tito. As reviravoltas nas ultimas partidas
do campeonato espanhol ao menos demonstraram que a equipe ainda possui aquela
vontade arrebatadora de vitória, não sendo perdida pela saída de uma das
principais figuras dos 4 anos vitoriosos passados.
Talvez até seja obviedade esperar uma partida que os pontos
fracos irão ser fundamentais para o vencedor, não somente no aspecto de tentar
diminuir ao máximos as fraquezas de sua equipe, mas sim de conseguir
identificar o menor erro adversário, mesmo aquele que se sucederá
momentaneamente, e através de suas qualidades conseguir obter êxito logo em
seguida, dando um golpe doloroso na confiança do oponente.
Não consigo encontrar pontos fracos tão gritantes do lado madrilista,
como há do lado do Barcelona. Em primeiro lugar, com a chegada de Jordi Alba, a
equipe ficou ainda mais vulnerável, pois as subidas dos dois laterais, em
algumas ocasiões simultâneas, deixam a dupla de centrais desguarnecida, tendo
como reforço apenas Busquet, que além de desfalcar o meio campo, criando uma
lacuna naquele setor, não se mostra muito eficiente em recompor a defesa nos
contra-ataques. Os dois zagueiros jogam de certa forma improvisados, sendo um
deles (Song) sem a devida adequação ao modelo de jogo do Barcelona, que em
muitas vezes se mostra muito complexo para o novato em questão. Mascherano
ainda peca nas jogadas áreas tanto em bolas paradas ou em lançamentos longos,
ainda mais quando o adversário posiciona um centroavante entre os dois
centrais, a espera de uma bola em profundidade aproveitando muitas vezes o
grande espaço criado entre a linha de zagueiros e a meta de Valdes. Talvez
fosse necessário neste caso, colocar um terceiro homem na sobra, talvez.
O lado madrilista já se mostrou no ultimo confronto na
Catalunha inconstante, pois não conseguiu manter o ritmo de marcação durante
toda a partida, e quando se dispôs tentar tomar conta da partida, deu espaços
demasiados no setor de meio campo, oportunizando a ação de Iniesta e Messi,
juntamente com a chegada inesperada de Xavi na área para finalizar em gol.
Mesmo sendo em breves momentos, descuidos como esse tem consequência aguda no
placar no final da partida.
Para os que não torcem pelas equipes envolvidas, só restará
saborear o jogo de forma privilegiada, podendo observar os comportamentos
extremamente evoluídos das duas equipes e quem sabe, nos mais loucos devaneios,
imaginar os times brasileiros jogando de forma semelhante, que iria fomentar
ainda mais a criatividade que temos em solo tupiniquim. Todos
sairiam ganhando. Enquanto isso não chega, é melhor que aproveitemos o que vem
de fora.






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