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sábado, 6 de outubro de 2012

Expectativas para o clássico


Menos de 2 meses após o ultimo confronto, Barça e Madrid se enfrentarão neste domingo no Camp Nou. Por ocorrer tão brevemente em relação ao jogo anterior, não imagino um panorama muito diferente do que tivemos na Super Copa da Espanha.
Apesar de oito pontos de diferença, Madrid têm importantes motivos para acreditar em mais um triunfo em solo catalão. Muitos deles talvez só emergiram como coringas animadores após a “crise” que se passou nas primeiras semanas da temporada. Aparentemente, Mourinho conseguiu aproveitar bem a situação de desequilíbrio para identificar as fraquezas madridista que poderiam passar despercebidas após o titulo da liga passada. A relação com Sergio Ramos, o afastamento de KAKA das partidas importantes e as constantes trocas de formação, trouxeram uma melhoria na forma de jogar do Madrid, que nas ultimas 4 partidas se mostrou muito eficiente e eficaz, dando confiança aos jogadores, até mesmo àqueles que andam meio sumidos como Kaká.
Do lado Culé, o aproveitamento fantástico de 100% nas primeiras 6 partidas da liga espanhola deram além de algumas marcas históricas, uma confiança e crédito que se mostraram fundamentais neste período de transição. O bom começo de campeonato amenizou a derrota da Super Copa, como também a desconfiança o novo técnico Tito. As reviravoltas nas ultimas partidas do campeonato espanhol ao menos demonstraram que a equipe ainda possui aquela vontade arrebatadora de vitória, não sendo perdida pela saída de uma das principais figuras dos 4 anos vitoriosos passados.
Talvez até seja obviedade esperar uma partida que os pontos fracos irão ser fundamentais para o vencedor, não somente no aspecto de tentar diminuir ao máximos as fraquezas de sua equipe, mas sim de conseguir identificar o menor erro adversário, mesmo aquele que se sucederá momentaneamente, e através de suas qualidades conseguir obter êxito logo em seguida, dando um golpe doloroso na confiança do oponente.
Não consigo encontrar pontos fracos tão gritantes do lado madrilista, como há do lado do Barcelona. Em primeiro lugar, com a chegada de Jordi Alba, a equipe ficou ainda mais vulnerável, pois as subidas dos dois laterais, em algumas ocasiões simultâneas, deixam a dupla de centrais desguarnecida, tendo como reforço apenas Busquet, que além de desfalcar o meio campo, criando uma lacuna naquele setor, não se mostra muito eficiente em recompor a defesa nos contra-ataques. Os dois zagueiros jogam de certa forma improvisados, sendo um deles (Song) sem a devida adequação ao modelo de jogo do Barcelona, que em muitas vezes se mostra muito complexo para o novato em questão. Mascherano ainda peca nas jogadas áreas tanto em bolas paradas ou em lançamentos longos, ainda mais quando o adversário posiciona um centroavante entre os dois centrais, a espera de uma bola em profundidade aproveitando muitas vezes o grande espaço criado entre a linha de zagueiros e a meta de Valdes. Talvez fosse necessário neste caso, colocar um terceiro homem na sobra, talvez.
O lado madrilista já se mostrou no ultimo confronto na Catalunha inconstante, pois não conseguiu manter o ritmo de marcação durante toda a partida, e quando se dispôs tentar tomar conta da partida, deu espaços demasiados no setor de meio campo, oportunizando a ação de Iniesta e Messi, juntamente com a chegada inesperada de Xavi na área para finalizar em gol. Mesmo sendo em breves momentos, descuidos como esse tem consequência aguda no placar no final da partida.
Para os que não torcem pelas equipes envolvidas, só restará saborear o jogo de forma privilegiada, podendo observar os comportamentos extremamente evoluídos das duas equipes e quem sabe, nos mais loucos devaneios, imaginar os times brasileiros jogando de forma semelhante, que iria fomentar ainda mais a criatividade que temos em solo tupiniquim. Todos sairiam ganhando. Enquanto isso não chega, é melhor que aproveitemos o que vem de fora.

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